Adriana Suzuki: Entrevista Fornecedores com Atitude

18 Oct 2017 | Adriana Suzuki, Entrevista

Adriana Suzuki e seus origamis especiais

Todos os meses, trazemos para vocês entrevistas com convidados interessantes para falar mais sobre as suas criações, inspirações e atitudes que movem as suas vidas.

Nesta edição, conversamos com a origamista Adriana Suzuki, de São Paulo, que conta para nós um pouco mais sobre o seu trabalho e influências nesta entrevista exclusiva para a Wedded.

Wedded: Qual a sua formação?

Adriana Suzuki: Eu me formei em Odontologia, e sempre fazia origamis como hobby, para presentear as amigas. E por alguns anos tive 3 profissões simultâneas: dentista de manhã, à noite como hostess/sommelier de vinhos num restaurante japonês, e origamis nos fins de semanas esporádicos.

Wedded: E quando foi isso?

Adriana Suzuki: Meados de 2007, e em 2010 foi a virada, quando eu deixei as outras profissões para viver só de origami.

Wedded: E você aprendeu a fazer origami com quem?

Adriana Suzuki: Eu aprendi com o meu avô paterno quando era criança, nunca fiz cursos ou aulas de origami. Foi ele que me ensinou a fazer tsuru, e eu nunca mais esqueci…

Wedded: Que ótimo! Eu sou uma negação, não sei fazer tsuru…

Adriana Suzuki: [risos] Na verdade, o origami era meu trauma de infância, porque meu pai me dava livros de origami, tudo escrito em japonês e em preto e branco, mas eu só conseguia fazer os mais fáceis, o que me deixava muito frustrada…! [risos]

Wedded: E o que te impulsionou a focar no origami, e largar uma carreira como dentista?

Adriana Suzuki: Eu tomei gosto pelo origami para eventos, e vi que no Brasil tinha um nicho promissor e as pessoas tinham muito interesse na arte. A partir daí, fui elaborando os itens para casamento e outras ocasiões, e montando meu portfolio para divulgação.

A liberdade de fazer os meus horários e trabalhar com papel, que eu sempre amei, me impulsionaram a continuar e persistir.

Wedded: E você faz também vitrines de lojas?

Adriana Suzuki: Faço, e tenho feito vitrines de lojas bem bacanas. Adoro todo o processo criativo das vitrines, e mais ainda o feedback positivo do público e clientes.

Além disso a durabilidade é maior, tenho vitrines que já estão expostas há alguns anos.

adriana suzuki

Buquê de camélias em origami e folhas naturais

W: Apesar que o buquê da noiva ela pode guardar…

AS: Exatamente. As primeiras noivas me procuravam exatamente com esse intuito, “quero guardar o buquê”. E elas guardam o buquê na caixa como recordação, porque dura anos.

W: Mas na hora de jogar, elas jogam outra coisa?

AS: Ou elas pedem um outro, de daminha, que é menor, ou elas jogam um buquê natural. Mas também já tive noiva que jogou o de origami, sim… como forma de presentear a sua amiga.

Buquê de camélias em origami e folhas naturais

W: E o que você mais gosta sobre fazer casamentos?

AS: É um pedido muito sentimental, interliga muitas emoções. Para a minha primeira revoada de borboletas que fiz uma vez, a noiva teve que lidar com a resistência do pai, mas no fim, quando fui montar, a família inteira ficou encantada. Então são sentimentos que mexem com a família toda, e isso é muito legal, estar envolvida num momento tão especial.

W: E qual o tempo de produção de um buquê?

AS: Geralmente pedimos no mínimo de 15 dias a um mês para que seja produzido e entregue com maior tranquilidade, mas consigo fazer até em uma semana. E atendemos o Brasil inteiro, e predominantemente São Paulo.

W: E algum casamento que te marcou mais nesses anos?

AS: Ah, tem vários, todos os casamentos marcam… o primeiro das 4.000 forminhas foi surreal e incrível, interagi com a cliente todos os dias há uma semana do casamento da filha dela.  A primeira revoada de borboletas também me marcou muito, porque eu nunca tinha feito isso antes. Num mais recente para uma amiga minha, fiz um buquê de camélias misturando folhagem natural com as flores em papel. Teve também noiva que pediu um buquê azul, porque foi o primeiro arranjo de flores que ela ganhou [do noivo], então tem sempre um lado sentimental muito forte. Cada casamento tem algo que me marca.

W: E quais são as suas fontes de inspiração?

AS: Geralmente a inspiração vem da moda, viagens, fotos. Quando vejo algo interessante, já tento aplicar no origami.  O Japão (Terra do Origami) foi uma fonte inspiradora espetacular, e que me deixou muito detalhista, mais ainda do que já sou. [risos]

W: E algum país que você tenha visitado e te inspirado mais?

AS: Nova Iorque usa muito papel, as vitrines são fantásticas, eu gostei muito, o Japão, Coreia do Sul, Los Angeles… São lugares que me encantam, e as papelarias desses países são fantásticas.

W: E quais são os planos para o futuro?

AS: Ainda estou em pesquisas. Mas além de produzir, penso em dar aulas. Já dou aulas particulares individuais e tem sido uma experiência muito bacana. Penso em 2018 expandir um pouco para a área de home decor, papelaria… que atingirá um outro mercado e que irão agregar ao meu trabalho.

W: E para você, o que significa ter atitude?

AS: É ter coragem e ousadia de sair do comum, da zona de conforto e seguir em frente.

Adriana Suzuki é origamista e Fornecedora com Atitude da Wedded.

Gostou desta entrevista? Para conhecer mais sobre o trabalho de Adriana Suzuki, acesse aqui o seu perfil.

Imagens: Adriana Suzuki

 

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